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RESENHA POLÍTICA - Novas pesquisas sobre as eleições estaduais estão saindo e causam as polêmicas de costume

 RESENHA POLÍTICA- POR ROBSON OLIVEIRA



MUDANÇA
Uma informação revelada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, desembargador Raduan Miguel, durante entrevista ao podcast Resenha Política, merece atenção de todos os eleitores rondonienses. Quem não observar o novo horário de votação poderá chegar ao local de votação e encontrar as urnas já fechadas.
 
SIMULTÂNEA
Segundo o magistrado, por determinação do Tribunal Superior Eleitoral, a abertura e o encerramento da votação ocorrerão de forma simultânea em todo o país, seguindo exclusivamente o horário oficial de Brasília. Na prática, isso significa que, em Rondônia, as seções eleitorais funcionarão das 7h às 16h, e não mais das 8h às 17h, como ocorria quando o fuso horário era considerado.
 
FUSOS
A mudança busca uniformizar o processo eleitoral e permitir que a apuração dos votos tenha início logo após o fechamento das urnas em todo o território nacional. Antes, os estados localizados em fusos diferentes acabavam retardando a divulgação dos primeiros resultados em até duas horas.
 
ABSTENÇÃO
Outro ponto destacado por Raduan Miguel é o elevado índice de abstenção registrado em Rondônia. O presidente do TRE afirmou que o Estado lidera o ranking nacional de eleitores que deixam de comparecer às urnas, situação que preocupa a Justiça Eleitoral.
 
VOTO
Para ele, independentemente da preferência política, é fundamental que o cidadão participe do processo democrático. Mesmo quem pretende votar em branco ou anular o voto deve comparecer às urnas para exercer seu direito e cumprir seu dever cívico. O TRE trabalha para reduzir esse índice e interromper a tendência de crescimento das abstenções observada nas últimas eleições.
 
IA
Durante a entrevista, o desembargador também abordou os desafios impostos pelo uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais. Segundo ele, a tecnologia amplia as possibilidades de comunicação, mas exige vigilância permanente da Justiça Eleitoral para coibir abusos e a disseminação de conteúdos irregulares.
 
EXCESSOS
Raduan Miguel chamou atenção ainda para as restrições impostas pela legislação eleitoral aos candidatos, especialmente em relação à promoção pessoal durante festas populares e eventos públicos. O presidente do TRE garantiu que o tribunal acompanha atentamente eventuais excessos e advertiu que, constatadas irregularidades, a Justiça Eleitoral dará a resposta prevista na legislação, responsabilizando aqueles que descumprirem as regras do processo eleitoral.
 
LIMITADA
Confesso que deixei de me empolgar com a Seleção Brasileira no dia em que a vi perder, pelas Eliminatórias, para uma Bolívia tecnicamente limitada. Ali percebi que, mesmo classificada para a Copa, dificilmente passaria por seleções mais organizadas, mais bem treinadas e com jogadores mais decisivos.
 
GARRA
O tempo apenas confirmou a impressão. Levamos um chocolate da Argentina, caímos diante da Colômbia e vimos nossos rivais sul-americanos exibirem justamente aquilo que o Brasil sempre teve de sobra: fome de vencer. A garra latino-americana continua viva por lá. Por aqui, muitos dos nossos craques parecem tê-la deixado nos cofres dos gigantes europeus.
 
DESCENDÊNCIA
Não há erro algum em enriquecer. Pelo contrário. O talento merece recompensa. Mas muitos esqueceram pelo caminho a irreverência, a improvisação e a ginga que fizeram do futebol brasileiro uma referência mundial. Curiosamente, quem ainda desfila pelos gramados com esse futebol espontâneo são, em grande parte, jogadores descendentes dos povos africanos espalhados pelo mundo.
 
MISCIGENAÇÃO
A Europa evoluiu muito também graças à miscigenação de seus povos (apesar da forte reação contra imigrantes), iniciada há séculos e intensificada pelas ondas migratórias contemporâneas. O resultado aparece dentro de campo: seleções cada vez mais fortes, físicas, técnicas e disciplinadas.
 
GOLS
Mesmo consciente das limitações da nossa Canarinho, torci como qualquer brasileiro. Queria vencer a Noruega, justamente a única seleção europeia que jamais derrotamos. Mas a história não mudou. A Noruega fez um jogo simples, sem espetáculo e sem genialidade. Jogou o suficiente. Fez exatamente o que o Brasil não conseguiu fazer durante noventa minutos: transformar oportunidades em gols.
Pior ainda: os gols nasceram da maneira mais previsível possível.
 
ENGANO
Durante toda a semana, comentaristas dos mais diversos níveis alertaram que aquele seria o caminho dos noruegueses. Era uma bola cantada. Por isso imaginei que Carlo Ancelotti e sua comissão estariam preparados para neutralizar justamente esse setor. Não estavam.
 
MARKETING
Minha esperança acabou quando o treinador começou a trocar seis por meia dúzia e cedeu espaço ao marketing. Colocou em campo um jogador que há muito tempo não entrega futebol compatível com sua fama. Comparado a Messi, ainda brilhando aos 39 anos, Neymar parece um menino. E talvez esse seja exatamente o problema. Um menino mimado que, em sucessivas Copas, vendeu ao país a imagem de salvador da pátria sem conseguir corresponder dentro das quatro linhas.
 
IMBATÍVEL
No marketing, Neymar continua imbatível. Tudo o que toca vira ouro. Dentro de campo, porém, há muito tempo seus pés já não produzem o mesmo encanto nem a mesma magia. Ainda assim, o lobby financeiro e comercial insiste em vendê-lo como última esperança nacional.
 
DEZ
Jamais disputamos uma Copa sem um lateral-direito de origem. Ancelotti decidiu desafiar décadas de lógica futebolística e tratou a posição como se pudesse ser ocupada por qualquer jogador. O resultado apareceu no placar. Um camisa dez de referência nem de longe hoje  lembra quem vestiu a amarelinha.
 
COMPETÊNCIA
Os dois gols nasceram exatamente daquele lado. Aliás, durante todo o segundo tempo, as melhores investidas dos descendentes dos vikings surgiram pela direita da defesa brasileira. O treinador norueguês estudou o adversário, identificou a fragilidade e navegou em águas tranquilas até a vitória. Não foi um triunfo brilhante da Noruega. Mas venceu.
 
SOFRIMENTO
Foi apenas uma vitória competente sobre um Brasil que desaprendeu a competir.
Talvez exista até um consolo. Os vikings nos pouparam de uma humilhação maior. Enfrentar a Argentina novamente poderia significar outra goleada histórica. Perder já dói. Perder para os hermanos dói muito mais, porque a gozação atravessa fronteiras e permanece viva durante anos. No fundo, a torcida sabia das limitações da equipe. Bastou lembrar do sofrimento para superar seleções medianas como o Japão, além das dificuldades diante de Haiti e Escócia. O futebol apresentado nunca convenceu. Ainda assim, o brasileiro fez sua parte.
 
PESQUISAS
Novas pesquisas sobre as eleições estaduais estão saindo e causam as polêmicas de costume, mas quem acompanha os bastidores e tem acesso ao que anda sendo apurado pelos partidos sabem quem o retrato de hoje não significa a imagem de amanha. Mas um ponto é comum em todas porque revela um eleitor ainda está muito apático aos candidatos e as eleições. Não há favoritos até porque a campanha em si nem deu o ponta pé. Exceto nas bolhas.
 
CONFIRMOU
Como a coluna antecipou, Confúcio Moura do MDB, mesmo sendo o mais criticado, confirmou que é pré-candidato a reeleição. Bobo é quem o subestima, embora seja a campanha mais difícil que o velho emedebista disputará.  Pedro Abid, pré-candidato a governador pela legenda, ponha as barbas de molho porque o donatário do MDB não o quer no mesmo palanque.
 
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A expansão da infraestrutura elétrica em Rondônia ganhou novo impulso com investimentos da Energisa em obras estratégicas na capital e no interior do estado. Em Espigão do Oeste, a concessionária aplica mais de R$ 40 milhões na construção de uma nova subestação de energia, acompanhada de uma moderna agência de atendimento. O empreendimento contempla mais de 5 mil metros quadrados de estrutura e cerca de 20 quilômetros de linhas de transmissão. A obra irá ampliar a capacidade de distribuição de energia, beneficiando aproximadamente 32 mil clientes, incluindo os moradores do distrito de Pacaranã. Com conclusão prevista para 2026, o projeto também cria condições para a atração de novos investimentos, fortalecimento da economia local e geração de empregos.
OBRAS
Em Porto Velho, a Energisa iniciou as primeiras etapas de outra importante obra, desta vez com investimento estimado em R$ 77 milhões. Os serviços começaram com a preparação do terreno, lançamento de cascalho, compactação da base e construção das estruturas que receberão os equipamentos.
INVESTIMENTOS
A nova subestação terá área de 7.600 metros quadrados, cerca de oito quilômetros de linhas de transmissão e três transformadores com capacidade total de 75 MVA. A estrutura atenderá aproximadamente 330 mil clientes da capital e contará ainda com uma torre de telecomunicações para ampliar o monitoramento remoto da rede e tornar mais ágil o atendimento em casos de ocorrências. As duas obras reforçam a modernização do sistema elétrico de Rondônia e ampliam a segurança e a confiabilidade no fornecimento de energia.
 
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