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Depois da festa, o tempo conta: por que fazer exames no momento certo evita diagnósticos falsos no pós-Carnaval





Depois do Carnaval, muitas pessoas refletem sobre cuidados com a saúde sexual e procuram serviços de testagem, uma atitude positiva, mas que ainda enfrenta um desafio de compreensão: nem todo exame realizado imediatamente após uma exposição de risco consegue detectar uma infecção. O motivo está na chamada janela imunológica, um período natural em que o organismo ainda não produziu marcadores suficientes para que o teste identifique a presença de um agente infeccioso. Entender esse intervalo é fundamental para evitar resultados negativos falsos e garantir diagnósticos confiáveis.


De acordo com a coordenadora do curso de Biomedicina da Afya São Lucas, Sandra Gomes, nem todo exame feito logo após uma relação desprotegida consegue identificar uma infecção, mesmo que ela já tenha ocorrido. “Isso acontece por causa da chamada janela imunológica, um período em que o organismo ainda não produziu marcadores suficientes para que o exame detecte a infecção”, explica.


A janela imunológica corresponde ao intervalo entre o contato com o agente infeccioso e o momento em que ele se torna detectável pelos testes. Nesse período, o resultado pode ser negativo sem que isso signifique ausência de infecção.


“O exame não está errado. Ele apenas foi feito cedo demais”, destaca Sandra. Segundo ela, esse tipo de falso negativo pode gerar falsa sensação de segurança, atraso no diagnóstico e até transmissão involuntária para outras pessoas.


Exames mais procurados e o tempo ideal


No pós-Carnaval, os exames mais buscados costumam incluir HIV, sífilis, hepatites virais, gonorreia, clamídia e HPV. Cada um tem um tempo diferente para detecção:


  • HIV: testes rápidos são mais confiáveis após cerca de 30 dias; exames laboratoriais de 4ª geração podem detectar entre 15 e 20 dias; a confirmação definitiva pode levar até 90 dias.


  • Sífilis: geralmente detectável após 3 a 6 semanas, mas sintomas devem ser investigados imediatamente.


  • Hepatites B e C: a janela varia e pode exigir repetição entre 30 e 90 dias.


  • Gonorreia e clamídia: costumam ser detectadas mais cedo, entre 7 e 14 dias.


  • HPV: não é diagnosticado logo após a exposição e depende de avaliação clínica ou exames preventivos, como o Papanicolau.


“Por isso, não existe um único ‘dia certo’ para todos os exames. A orientação profissional é fundamental para definir quando testar e quando repetir”, ressalta a coordenadora.


Sandra Gomes explica que ambos têm papel importante. “Os testes rápidos são essenciais para triagem e ampliam o acesso, mas podem ter limitações na fase inicial da infecção. Já os exames laboratoriais têm maior sensibilidade em alguns casos e conseguem detectar infecções mais precocemente”, afirma.


Nenhum deles, porém, é imediato após a exposição. “Não existe exame capaz de identificar todas as ISTs no dia seguinte à relação de risco”, reforça.


A repetição do exame é recomendada quando o teste inicial foi feito muito cedo, quando houve exposição significativa, presença de sintomas ou novas relações de risco após o primeiro resultado negativo. “Repetir o exame não é excesso de cuidado; é garantir que o diagnóstico seja feito no tempo correto”, pontua Sandra.


Atenção aos sinais de alerta


Mesmo antes do período ideal de testagem, é fundamental procurar um serviço de saúde diante de sintomas como feridas genitais, corrimento, dor ao urinar, coceira intensa, febre, ínguas, além de situações como relação sem preservativo com parceiro de status desconhecido ou violência sexual.


Nesses casos, além da avaliação clínica, podem ser indicadas medidas imediatas, como a PEP, profilaxia pós-exposição ao HIV, que deve ser iniciada em até 72 horas, vacinação contra hepatite B ou tratamento precoce de infecções bacterianas.


Para a coordenadora de Biomedicina da Afya São Lucas, o pós-Carnaval deve ser encarado como um momento estratégico de cuidado. “Informação e tempo são aliados da saúde. Entender a janela imunológica evita ansiedade, erros de diagnóstico e contribui para uma vida sexual mais segura”, conclui.


Afya Amazônia

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4)  e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil, e "Valor 1000" (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br  e ir.afya.com.br.   


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