Prefeitura vai romper com a EcoPVH e quer colocar no lugar empresa que está “afundando Belo Horizonte em lixo”
Processo administrativo de rescisão do contrato emergencial já está aberto e, negociações avançadas nos bastidores da Prefeitura — conduzidas por funcionários municipais — miram a terceira colocada, a Sistemma, hoje associada a colapso operacional e crise trabalhista em Belo Horizonte, com milhares de toneladas de resíduos acumuladas nas ruas
A Prefeitura de Porto Velho já instaurou o processo administrativo para romper o contrato emergencial de coleta de resíduos com o consórcio EcoPVH, após uma sequência de reclamações de moradores, irregularidade nas rotas e acúmulo de lixo em diferentes regiões da capital.
O que causa apreensão, agora, é o caminho sinalizado para a substituição: a gestão municipal quer colocar no lugar a terceira colocada do certame, a Sistemma, empresa que está no centro de maior crise de coleta de lixo em Belo Horizonte, com mais de 1,6 mil toneladas de lixo acumulado nas ruas, em meio a paralisação dos garis e questionamentos trabalhistas, conforme relatado em cobertura local.
Nos bastidores, o que se sabe é que as tratativas para trazer a Sistemma já avançaram. Funcionários da própria Prefeitura conduzem negociações internas para viabilizar a convocação, em um movimento que eleva o risco de Porto Velho trocar a precariedade de um operador contestado por outro que está em crise operacional e trabalhista em outra capital.
Trazer a Sistemma para Porto Velho é uma temeridade e significa substituir um problema por outro, com risco de colapsar um serviço essencial. Essa empresa, pelo que apresenta em Belo Horizonte, vai ser a pá de ineficiência que faltava para soterrar de vez Porto Velho no lixo.
