ELEIÇÕES 2026- De olho no primeiro turno, candidatos já começam a alinhavar acordos com atuais adversários
OPINIÃO DE PRIMEIRA – QUARTA-FEIRA - 09.09.2026
DE OLHO NO SEGUNDO TURNO, CANDIDATOS JÁ COMEÇAM A ALINHAVAR ACORDOS COM ATUAIS ADVERSÁRIOS
Faltam 25 para a eleição do primeiro turno, mas já há grupos políticos pensando mais à frente, no segundo turno. Do lado de Marcos Rogério, a intenção é cooptar o ex-prefeito Hildon Chaves, para apoiá-lo, caso Rogério mantenha a dianteira e vá ao segundo turno e Hildon não.
Neste quadro, sempre se imaginando que seja o que está se desenhando, a dificuldade será colocar Hildon no mesmo palanque do seu arquiadversário, o atual prefeito e seu sucessor Léo Moraes.
Um acordo que já está fechado, sempre se imaginando que o segundo turno o terá contra Marcos Rogério, foi sacramentado por Adailton Fúria com os Carvalho. O acerto político já valeria a partir do primeiro turno, onde Fúria apoiaria Mariana Carvalho ao Senado e Maurício à reeleição, enquanto ambos o apoiariam com apoio político e financeiro.
Caso o segundo turno confirme as pesquisas, colocando o senador do PL e o ex-prefeito de Cacoal do PSD na reta final, a busca de apoio de ambos os lados se intensificará nas próximas semanas, mesmo antes do primeiro turno.
Obviamente que nenhum dos lados fala oficialmente sobre o assunto. Todos alegam que estão concentrados é na eleição do 4 de outubro. Mas, ao mesmo tempo, as conversas estão andando sim.
Sempre na hipótese de segundo turno e que os nomes sejam mesmo os que aparecem mais à frente nas pesquisas, ainda não se sabe de conversações envolvendo o petista Expedito Netto; o emedebista Pedro Abib e o socialista Samuel Costa.
CHEGOU A GRANA AOS CANDIDATOS! TEM 27 MILHÕES PARA O RATEIO. SÓ BRUNO SCHEID NÃO VAI USAR UM CENTAVO DO DINHEIRO PÚBLICO
Faltando 25 dias antes da eleição, finalmente saiu a grana para a campanha. O único diferencial é que um dos candidatos, o representante do PL, Bruno Bolsonaro Scheid, não aceita usar dinheiro público para sua campanha.
O candidato Adailton Fúria, do PSD, fica com a maior faria: 5 milhões de reais. É o postulante ao governo que, proporcionalmente, receberá os maiores recursos do partido, em nível nacional, porque o PSD acredita nele para a sucessão de Marcos Rocha.
Com quase dois milhões a menos, o segundo em recursos para a campanha é Marcos Rogério, do PL. Hildon Chaves terá em torno de 3 milhões do União Brasil/Progressistas; Expedito Netto mais de 1 milhão e 800 mil e Pedro Abib um pouco mais de 1 milhão.
Até a terça-feira, Samuel Costa, do PSB, ainda não tinha recebido nada do seu partido. Ele é candidato ao Governo a fórceps, derrubando uma intervenção antidemocrático do diretório nacional. Pode ser que tenha que ir à Justiça novamente, para receber algum valor.
Do grupo de candidatos ao Senado, Silvia Cristina terá mais de 1 milhão e 100 mil, bem mais que o candidato ao Governo do MDB, Pedro Abib. Entre os que querem o Senado, Acir Gurgacz terá 3 milhões; Mariana Carvalho 2 milhões e Fernando Máximo um pouco mais de 1 milhão e 600 mil.
Luciana Oliveira, do PT, tem 1 milhão e 580 mil; Luiz Fernando, do PSB, 1 milhão; Aires Mota, do PV, 300 mil e Engenheiro Tulio, do Missão, 25 mil. Neidinha Suruí, do PSB, até agora só recebeu 100 mil reais do cineasta e herdeiro do Banco Itau, João Moreira Sales. Do partido, zero.
E Bruno Scheid, que usa Bolsonaro como nome do meio na sua campanha, devidamente autorizado pelo ex-Presidente? Ele é exceção à regra. Decidiu não utilizar um só centavo de dinheiro público para sua campanha.
“Não vou usar. Este lance de dinheiro público, não cola muito com o que eu falo nos últimos seis anos. Eu acho que a palavra até convence, mas o que convence mesmo e arrasta é o exemplo”, afirmou a este Blog, ao confirmar que está fora do rateio da pequena fortuna de dinheiro, que está rolando nas campanhas.
Por enquanto, o valor disponível para todos os candidatos, em Rondônia, é de 27 milhões de reais. Candidatos à Câmara Federal ganharam um pouco mais, dependendo da sua posição, enquanto os que concorrem à Assembleia, com exceções importantes, vão fazer uma campanha paupérrima.
MINISTROS DO STF DERRUBAM CHEFE DA POLÍCIA FEDERAL DE GOVERNO. ANDREI RODRIGUES PROTESTA
O diretor geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi afastado da sua função por decisão do ministro André Mendonça e apoio dos membros da 2ª Turma, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Gilmar Mendes bem que tentou mudar a decisão, pedindo vistas ao processo, mas foi voto vencido.
Andrei Rodrigues protestou contra a decisão, acusando Mendonça de abuso de poder e de atuar como representantes do Ministério Público e magistrado ao mesmo tempo. Argumento, aliás, que Rodrigues jamais usou contra os absurdos praticados por seu aliado Alexandre de Moraes, que era vítima, acusador e juiz nas decisões sobre o 8 de Janeiro e no caso específico de Jair Bolsonaro. Daí, podia!
A verdade é que o partido político STF está começando a se dividir. Nem todos os ministros fecharam com o governo Lula, cumprindo, usando suas atribuições legais e cumprindo suas missões.
Uma ala, embora ainda minoria, se rebelou contra a podridão, a corrupção, os pisoteios na Constituição. Caso Lula se reeleja, o país ficará sob total controle dele na Suprema Corte. O que está péssimo, vai se tornar pior, com quatro novos ministros amigos nomeados pelo Presidente.
Andrei Rodrigues é citado mais de 30 vezes no inquérito de Daniel Vorcaro. Ele está enrolado como estão os ministros Alexandre de Moraes e Dias Tofoli.
A banda da PF que é polícia de Estado, certamente está aplaudindo, Já a outra, a maioria, a polícia de Governo, esta não está gostando nada disso!
OS ATAQUES AOS GARIMPEIROS E AS OPÇÕES PARA ESCOLHER AQUELES POLÍTICOS QUE OS DEFENDAM
A questão do garimpo, atacado com virulência pelas forças policiais do governo Lula, com aval do Ministério Público e de parte do Judiciário, deixa muito claro: enquanto as ONGs internacionais e a turma da Marina Silva mandarem, não haverá solução de bom senso para o caso.
A utilização de armamento pesado contra famílias modestas e indefesas (não contra as facções e os traficantes que dominam a Amazônia) deixam claras as prioridades: quem trabalha é o perigo e não a bandidagem.
A única solução é eleger um novo governo, que não viva em função de ordens das grandes potências nacionais, sempre de olho nas nossas riquezas. E, ao mesmo tempo, em Rondônia, priorizar políticos que defendam o que é nosso, que queiram o garimpo, autorizado e funcionando em consonância com todos os cuidados ambientais.
Há várias opções. Em relação à Câmara Federal, um dos nomes óbvios é o da sindicalista e líder dos garimpeiros há muitos anos, a dra. Tânia Sena, do Podemos. “O trabalhador legalizado não pode pagar pela ilegalidade de quem age fora da lei. Precisamos combater o clandestino, mas também garantir regra clara, respeito, fiscalização séria e condições para quem quer trabalhar corretamente”, defende.
Outro é Fernando Máximo, candidato ao Senado. Ele defende o garimpo legal e diz que “é uma falácia que pessoas estão morrendo e que não tem peixe mais por causa do mercúrio, até porque o garimpeiro praticamente não joga mercúrio no rio, eles têm um sistema fechado e eles não jogam, até porque mercúrio é cara e raro”, afirmou. Disse mais, como experiente médico: “nunca viu casos de morte ou intoxicação de mercúrio dentro dos hospitais”.
Se a categoria se unir, pode ter defensores. Caso se divida, tudo corre o risco de continuar como está!
OABS PEDEM AFASTAMENTO DE MORAES E APENAS 15 POR CENTO DA PF QUEREM GONET FORA DAS INVESTIGAÇÕES DO MASTER
Finalmente, as OABs de vários Estados começam a se mobilizar, pedindo o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, enquanto delegados da Polícia Federal emitem nota pedindo a exclusão do Procurador Geral da República, Paulo Gonet, das investigações do Banco Master. Nem tudo está pedindo.
Em Rondônia, há longo tempo o comando da OAB, sob a liderança do presidente Márcio Nogueira, tem se posicionado com firmeza, contra os abusos do STF e principalmente do ministro Alexandre de Moraes. Nos episódios do Banco Master, mais uma vez Nogueira grvou vídeo, pedindo o afastamento de Moraes.
Mesmo com grande atraso, as OABs do Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará e Santa Catarina também se pronunciaram contra o ministro, enquanto a OAB nacional, pisando em ovos, afirma apenas que “acompanha com atenção e extrema preocupação” e “exige rigorosa apuração, contra quem quer que seja”.
Já o envolvimento em denúncias do procurador geral da República, escancarou o racha na Polícia Federal. Dos dois mil delegados, apenas 360 assinaram uma nota pedindo o afastamento de Gonet das investigações do Banco Master. Ele é citado ao menos 30 vezes nas denúncias.
A PF está dividida entre Polícia de Estado (uma imensa minoria, comprovada por pouco mais de 15 por cento de assinaturas pela legalidade) e a Polícia de Governo, uma maioria significativa, no mesmo raciocínio.
Os federais, cuja ala de Estado têm sido responsável pelo sucesso das investigações contra tantos criminosos envolvidos em roubalheiras e corrupção do Caso Master, são a última esperança dos brasileiros de bem de que poderemos voltar a ter um país decente e com a Justiça em todas as suas instâncias, funcionando contra o crime e em defesa das vítimas.
JAQUELINE CRESCE COM APOIO PALACIANO E QUER VOLTAR À CÂMARA PARA DEFENDER PAUTAS IMPORTANTES
Há um nome forte, na disputa pela Câmara Federal, que está crescendo visivelmente na corrida por uma das vagas à Câmara Federal. Trata-se de Jaqueline Cassol, que já teve um mandato muito positivo no Congresso e que, nesta eleição, tem sido constantemente apontada como uma candidatura forte e muito viável.
Ela entra na corrida eleitoral com apoio forte do grupo palaciano. O governador Marcos Rocha tem deixado claro que Jaqueline é nome com forte aval do seu governo. Mais ainda: a primeira dama Luana Rocha, que seria candidata com muita chance de eleição, mas acabou ficando fora da disputa, está fechada com Jaqueline.
Defensora da pauta da produção, da agricultura familiar, dos direitos das mulheres e das crianças. Uma das leis que mudaram a estrutura de combate à violência contra os pequenos tem sua assinatura: a lei Henry Borel. O menino, que morreu depois de espancado pelo padrastro, agora dá o nome a uma leio que afasta o agressor do lar e da convivência com a criança, em caso suspeito.
Parceira do agronegócio, de família ligada à produção, ao desenvolvimento e também à política estadual, Jaqueline foi candidata ao Senado na última eleição e fez uma votação muito positiva.
Quer voltar à Câmara para defender o Estado em questões importantes e também tratar de questões nacionais, já que ele sempre teve facilidade de conversar com representantes de todas as frentes políticas.
LÉO MORAES ANUNCIA PRIMEIRA ESCOLA CÍVICO-MILITAR DA PREFEITURA DE PORTO VELHO, PARA 2027
Cada vez que o prefeito Léo Moraes divulga um vídeo nas redes sociais, já se sabe: vem alguma coisa nova por aí. É nas obras, na educação, nas praças, nos eventos. Criatividade é o que não falta ao ainda jovem ( vai completar 44 anos em janeiro do ano que vem) prefeito de Porto Velho.
Nesta semana, Léo anunciou mais um daqueles projetos inéditos, mas este, certamente, dará margem à discussão. Terá certamente um grande apoio da ampla maioria, mas a minoria barulhenta, aquela que sempre quer impor suas verdades sobre os outros, certamente vai tentar melar sua ideia.
Qual foi, então, esta ideia inovadora, mas passível de discussões e debates? Léo anunciou que a Prefeitura da Capital dos rondonienses vai criar a primeira escola cívico-militar, uma iniciativa que causa frisson nas esquerdas, mas é adorada pela grande maioria dos pais.
“Nós respeitamos a escolha de cada família, diz o Prefeito em seu vídeo. Por isso, explica, “é queremos implantar a primeira escola cívico-militar da Prefeitura de Porto Velho”, acrescenta.
O funcionamento é semelhante às escolas do Estado. A rotina e a disciplina ficam sob responsabilidade de militares. Já a direção e a equipe pedagógica sob o comando da rede municipal de ensino. “Não haverá nenhum prejuízo a ninguém”, destaca.
A ideia da implantação da nova escola deve acontecer só no ano que vem, depois de instalado o novo Governo, com quem Léo pretende dialogar para implantar o novo sistema.
Em 2014, havia 48 escolas cívico-militares no Brasil. Hoje elas são 1.389 unidades, o que representa um aumento de praticamente 29 vezes em apenas uma década.
ASSÉDIO ELEITORAL: CANEDO DIZ QUE O CHEFE PODE ESCOLHER O CANDIDATO DELE, MAS NÃO O DO EMPREGADO
“Seu patrão pode escolher em quem você vai votar?” A pergunta feita em vídeo do especialista em direito eleitoral, o advogado Nelson Canedo, é provocativa. Ele mesmo responde: “tem gente que acha que, quando contratou um funcionário, contratou o voto junto. Mas não!”, afirma.
Canedo explica que “seu chefe pode ter candidato, pode ter opinião política. O que ele não pode é transformar opinião em pressão”. Se o fizer, explica Canedo, “é aí que começa o assédio eleitoral”.
O assédio se caracteriza quando alguém usa sua posição de chefe para pressionar, constranger, ameaçar ou tentar influenciar o voto do trabalhador, explica. E não precisa se explícito, exigindo o voto no candidato indicado pelo patrão.
“Às vezes vem naquele recado bem sutil: se o Fulano perder, talvez eu tenha que mandar gente embora”. Ou “não estou obrigando ninguém, mas espero que você saiba votar”.
Também pode ser assédio, ameaçar de demissão, prometer alguma vantagem em troca de apoio ou pressionar funcionário para participar de carreata, reunião ou qualquer ato de campanha.
Canedo sublinha outra questão importante: “trocar a ordem por um indireta não resolve!”. Ele acrescenta: “se o emprego, o salário ou algum benefício vira instrumento para pressionar a escolha política do trabalhador, isso pode ser assédio eleitoral. “E a regra vale para qualquer ambiente de trabalho, ou seja, tanto público quanto privado”, alerta.
Ele conclui: “seu chefe pode escolher o candidato dele, mas não pode escolher o seu”!
MAIS UMA VEZ A GRANDE MÍDIA PASSA VERGONHA AO MENTIR QUE HAVIA MENOS DE 30 MIL PESSOAS NA PAULISTA
Cada vez que ocorre uma manifestação contra o atual governo, contra o ministro Alexandre de Moraes, contra o STF e contra a corrupção que domina o país, a gente é obrigado a ler, opor exemplo, que “a metodologia do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da More in Common”, como se fossem instituições isentas, informam que a multidão na avenida Paulista “era de 28.800 pessoas”, como publicado ontem. Tinha, no mínimo, cinco vezes, se não mais...
A grande imprensa brasileira, que perdeu totalmente a vergonha, divulgou também “noticiou” que um ato da esquerda, em outro local, que reuniu (basta se olhar as fotos) meia dúzia de gatos pingados, “tinha 8.800 pessoas’! É uma tristeza se assistir a uma série infindável de mentiras, invenções, Fake News e números obviamente falsificados, porque basta se olhar as cenas, para tentar ludibriar a opinião pública. Zero jornalismo. Dez ideologia posta como notícia.
Outra vergonhosa atuação dos veículos de imprensa que deitam para que o atual governo limpe seus pés, foi o evento do 7 de Setembro, em Brasília, com o presidente Lula à frente. As fotos divulgadas pelos grandes veículos mostravam muita gente aplaudindo. Mas a imensa maioria das fotos foram feitas no palanque oficial ou próximo a ele, onde o pequeno público se concentrou. Ao longo do local do desfile, zero gente, ao contrário do que acontecia no Sete de Setembro dos tempos de Jair Bolsonaro, com multidões nas ruas.
Mentir, falsear, tentar enganar o leitor ou o telespectador com parcialidade, para esta gente que faz uma imprensa/carpete, tudo isso ainda engana alguns, mas cada vez menos.
PERGUNTINHA
Qual sua opinião sobre os gastos de 5 bilhões de reais de dinheiro público, investidos em shows de sertanejos e outros artistas, em apenas um ano, Brasil afora, na maioria dos casos com espetáculos caríssimos, promovidos por Prefeituras de cidades onde a grande maioria da população vive na pobreza, sem saúde e sem infraestrutura?
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