Avenida Carlos Gomes, um dos retratos da falência do comércio em Porto Velho: Centenas de lojas fechadas e clientes que desapareceram!
O número de lojas fechadas na avenida Carlos Gomes, na região central de Porto Velho é assustador. Desde seu início paralela à avenida Farquar até o encontro com a avenida Governador Jorge Teixeira, o blog da Jornalista Victoria Bacon contabilizou 113 lojas e estabelecimentos comerciais fechados. Placas de aluga-se e vende-se é o "Novo Normal" em Porto Velho-RO. Além da Carlos Gomes, a triste e lastimável realidade que já vinha ocorrendo na avenida Sete de Setembro, espalhou-se por várias regiões da capital rondoniense.
O ano de 2026 é considerado o pior para o comércio varejista de Porto Velho-RO. O custo elevado de impostos (carga tributária, pagamento de funcionários) somado à conta de luz e aluguel está estrangulando os comerciantes, que acabam desistindo de empreender.
“A taxa de juros explica a restrição de crédito tanto por parte dos empreendedores hoje quanto por parte do consumidor. Outra variável importante é o endividamento das famílias. Hoje, não tem mais espaço para elas comprarem bens ali de consumo ou bens semiduráveis - uma televisão, uma geladeira, um forno micro-ondas. Isso aí para elas já não é condição primária. Elas deixam isso para segundo plano porque não sobra dinheiro no final do mês para subsistência”,
Entidades representativas do comércio acompanham o cenário e discutem medidas junto ao poder público (Prefeitura de Porto Velho e Governo de Rondônia) para mitigar os efeitos no emprego e na economia local.
"A Carlos Gomes que há poucos anos atrás era repleta de lojas, muitos clientes e muitas vendas, se transformou nesse cenário caótico. As lojas e comércio em geral que ainda resistem vão começar a ser esmagados por essa nova tendência. Não sabemos se é crise ou se os clientes migraram para compras no comércio eletrônico como shopee, mercado livre, essa febre que está aí. O Brasil ficou um país caro para se empreender. A tendência é piorar", desabafou uma empresária que tinha 3 lojas de confecções em Porto Velho-RO e agora está apenas com uma.
A taxa de juros explica a restrição de crédito tanto por parte dos empreendedores hoje quanto por parte do consumidor. Outra variável importante é o endividamento das famílias. Hoje, não tem mais espaço para elas comprarem bens ali de consumo ou bens semiduráveis - uma televisão, uma geladeira, um forno micro-ondas. Isso aí para elas já não é condição primária. Elas deixam isso em segundo plano porque não sobra dinheiro no final do mês para subsistência. Quando se recebe o salário vai tudo para pagar contas e supermercado, por isso os supermercado estão cheios. Enquanto eles estão cheios, o comércio varejista de rua está quebrando aos poucos.
%20(970%20x%20250%20px).png)
.png)
Postar um comentário