OPINIÃO DE PRIMEIRA – Confúcio diz que o mesmo eleitorado que lhe deu vários mandatos, agora é formado por radicais de extrema direita
OPINIÃO DE PRIMEIRA – SEXTA-FEIRA - 16. 10.2026
CONFÚCIO DIZ QUE O MESMO ELEITORADO QUE LHE DEU VÁRIOS MANDATOS, AGORA É FORMADO POR RADICAIS DE EXTREMA DIREITA
Não foi uma forma correta de se despedir de uma vida pública rica, profícua e cheia de conquistas. O último discurso de Confúcio Moura, durante uma rápida passagem pela cadeira de presidente do Senado, para um plenário praticamente vazio, foi um triste canto do cisne de quem já foi poderoso e teve os destinos de milhares e milhares de pessoas nas suas mãos.
Com o rosto ríspido, falando com uma amargura que nunca lhe foi característica, Confúcio estampou, claramente, que não deixa a política pela porta da frente. Entre outras frases infelizes, ele condenou o eleitorado (aquele mesmo que lhe deu vários mandatos) por ser formado por “radicais de extrema direita”.
Ou seja, aqueles que não concordam com ele, a ampla maioria dos rondonienses quer ver o atual governo federal pelas costas (veja-se o resultado das urnas) são agora radicais. Mas, no seu vocabulário, não existe “extrema esquerda”. A culpa de tudo é dos direitistas, que, segundo ele, o impediram, durante seis meses, de por os pés no seu Estado, temendo por sua segurança.
Não há extremismos do lado dele, Confúcio, segundo seu raciocínio. E o temor da sua própria gente é causado apenas por radicais ideológicos, que o tratam como inimigo. Nada tem a ver com sua decisão de, ignorando seu eleitorado, trocar para o lado de um governo que tem o desprezo da ampla maioria da população desta terra de Rondon.
Nada tem a ver, ao que omitiu, de, como Governador, na calada na noite do último dia de mandato, ter criado onze áreas de Reserva Ambiental, com pelo menos três delas abrigando centenas e centenas de famílias que vivem da terra há décadas.
O senador que decidiu não concorrer à reeleição porque sabia que não teria chance alguma, imaginou que por ser o campeão de recursos federais trazidos a Rondônia (e ele o é, realmente!) seria tratado, como foi no passado, como uma figura merecedora apenas de elogios.
Se deu mal. Trouxe muito dinheiro ao Estado, mas as pessoas deixariam de protestar contra os erros cometidos? Uma das provas da resposta negativa é que Confúcio anunciou, dia atrás, um dos maiores investimentos da História para sua cidade, Ariquemes. Mais de 300 milhões de reais. Qual a repercussão? Não fosse ele mesmo informar em vídeo, ninguém saberia.
Ou seja, político trazer dinheiro, a população vê como obrigação. Mas apoiar um governo que o povo detesta em sua maioria e atender interesses de ONGs internacionais, criando áreas de preservação cheias de gente trabalhadora, que podem perder tudo, tem menor peso nesta balança?
É uma pena que uma carreira vitoriosa, recheada de conquistas e que ajudou muito Rondônia, se encerre desta maneira. Mas as escolhas foram de Confúcio Moura. Só dele. Então, que o rondoniense julgue.
Não foi a extrema direita quem acabou com a vitoriosa carreira de Confúcio Moura. Foi ele mesmo!
MOSQUINI, CAMPEÃO HISTÓRICO DE VOTOS, SERÁ O COORDENADOR DA EQUIPE DE TRANSIÇÃO DE MARCOS ROCHA
Marcos Rogério foi buscar em seu companheiro de 158 mil votos, o personagem que vai coordenar sua equipe de transição. O anúncio foi feito pelo governador eleito numa emissora do interior, onde ambos estavam. O jornalista Vinicius Canova, dos sites Rondônia Dinâmica e Informa Rondônia, conseguiu uma entrevista exclusiva com Lúcio Mosquini, onde ele falou na dura missão que recebeu e como vai agir nela.
O deputado federal recordista de votos na história das eleições em Rondônia agradeceu ao governador eleito e disse que a missão de todos do grupo, “é a de ajudar Marcos Rogério a fazer um bom governo”. Questionado pelo jornalista sobre como recebeu o convite, Mosquini disse que, a princípio, estava reticente em aceitar, pela enorme carga de trabalho que terá pela frente. “Mas ele conversou novamente comigo e decidi aceitar, como uma missão!”, afirmou.
Sobre quais serão os primeiros passos que pretende dar como coordenador da equipe de transição, Mosquini afirmou que “será levantar uma fotografia verdadeira, da realidade do Estado de Rondônia”, porque, segundo ele, “não se sabe qual a verdadeira situação”.
Para Mosquini, numa analogia, a equipe de transição é formada “por fotógrafos” que fotografam a situação e dão todas as informações a quem decide, ou seja, ao Governador.
Avisou que vai cumprir sua missão, mas sem perseguir ninguém. “Serei o Lúcio Mosquini de sempre!”, sublinhou. O que destacou, contudo, é que não precisa de nenhum cargo no governo do Estado, ou seja, quer mesmo é cumprir seu quarto mandato, regado a 158 mil votos.
TRANSIÇÃO COMEÇOU E O CONTROLE DAS INFORMAÇÕES SE CONCENTRARÁ NO GABINETE DO GOVERNADOR
No lado do governo, uma mudança importante foi determinada por novo decreto do governador Marcos Rocha. A coordenação da transição não será mais da Casa Civil, mas sim da Secretaria Executiva do governo. A Casa Civil tinha esta obrigação desde 2018, quando houve determinação neste sentido do então governador Daniel Pereira.
Agora, essa missão fica sob controle de uma Coordenação-Geral, que será exercida pela Secretaria-Executiva do Gabinete do Governador. Numa tradução simplória, o controle das informações, passa para o órgão que fica sob o controle direto do governador Marcos Rocha, com a Casa Civil ficando apenas com as funções de assessoramento operacional e apoio técnico, quando convocada.
A decisão, que vale desde a quarta-feira, quando o decreto foi publicado, determina que as informações serão fornecidas ao coordenador da transição, o deputado federal Lúcio Mosquini, quando solicitadas. A Secretaria-Executiva vai coordenar, supervisionar e deliberar sobre os procedimentos administrativos; requisitar documentos e servidores e promover a articulação entre os órgãos estaduais e os representantes do próximo Governo.
Pelo que se compreende da decisão, todas as informações solicitadas e suas respostas passarão diretamente pelo comando do Governador, que ainda tem dois meses e 20 dias à frente do Estado.
A transição começou, oficialmente, nesta quinta-feira, dia 15, exatos cinco dias depois da eleição, vencida em primeiro turno por Marcos Rogério.
THIAGO, DO ALTO DOS SEUS 40 MIL VOTOS, ASSUME O SEGUNDO MANDATO QUERENDO CONCLUIR O NOVO HOSPITAL DE ARIQUEMES
Mais de 40 mil votos. Perto do dobro do que conseguiu no primeiro mandato, em 2022. O sucesso nas urnas resume o trabalho feito pelo deputado federal reeleito Thiago Flores. Enquanto se faziam projeções de que ele teria dificuldades de chegar a um segundo mandato, embora paulista, Thiago trabalhava em silêncio, como mineiro, falando diretamente com o povo.
Conseguiu muitos avanços, principalmente em relação ao atendimento do INSS para sua cidade, Ariquemes e toda a sua região. Aliás, em 2022, quando ele venceu, havia 20 anos que o Vale do Jamari não tinha nenhum representante na Câmara Federal. Thiago deu conta do recado com louvor, se tornando o parlamentar com maior votação neste ano, superado apenas por Mosquini e o Coronel Chrisóstomo.
Para seu segundo mandato, há vários desafios pela frente. O principal deles é a construção do novo Hospital de Ariquemes, que será especializado em cirurgias ortopédicas. Já há recursos destinados (inclusive dele mesmo) e o governo do Estado doou o projeto. O hospital será nos mesmos moldes do que está fazendo grande sucesso em Guajará Mirim.
Thiago Flores já esteve conversando sobre projetos para a saúde com o governador eleito Marcos Rogério, defendendo uma descentralização que, a partir de agora, tem que sair do papel, explica. Uma das ideias é a implantação de Mini-POCs (Policlínica Osvaldo Cruz) atrás de consultas e exames de imagem. A meta é trazer convênios com rede privada para as Mini-POCs.
DOCUMENTO FALSO, CHEIO DE ERROS DIZ QUE MARCOS ROGÉRIO VAI PERSEGUIR O FUNCIONALISMO. GOVERNADOR ELEITO CONTESTA
Estava demorando! Os ataques com Fake News, que proliferaram na campanha eleitoral, agora se voltaram novamente contra Marcos Rogério, o governador eleito. Um documento falso, com erros grosseiros de Português, denuncia que tanto em Rondônia, com Rogério, quanto no Brasil, com Flávio Bolsonaro, haverá uma séria perseguição ao funcionalismo público.
O ataque abjeto mereceu duros protestos tanto ao Governador eleito quando do seu vice, o Delegado Rodrigo Camargo. Ambos foram às redes sociais denunciar a Fake. Camargo avisou que o jurídico já foi convocado para agir, em busca de processar os responsáveis.
Marcos Rogério acusou diretamente o PT pelo falso documento. Ele divulgou, em suas redes sociais, que “o material é falso!”. Ele acusou aliados do PT de criar a Fake News. “O objetivo deles é provocar medo entre os servidores”, denunciou, alertando que a intenção é não só atingi-lo, mas também ao candidato a Presidente, Flávio Bolsonaro.
Ao contestar as afirmações do documento falso, Marcos Rogério afirmou que Jair Bolsonaro promoveu o maior aumento da história do Bolsa Família. Sobre o funcionalismo estadual, declarou que sua administração pretende fortalecer o serviço público, melhorar o atendimento à população e garantir a prestação de serviços de qualidade.
Garantiu que, ao invés de perseguir, vai lutar é para valorizar o funcionalismo rondoniense.
O QUE ACONTECEU DE TÃO ESPETACULAR PARA LULA, QUE PERDIA EM TODAS AS PESQUISAS, EMPATAR COM FLÁVIO, SEGUNDO A QUAEST?
O que aconteceu de tão espetacular na campanha do presidente Lula que fizesse com que ele empatasse com o vencedor do primeiro turno, Flávio Bolsonaro? Em uma semana depois de vários institutos darem como certa a vitória do filho do ex-Presidente, os esquerdistas estão comemorando o resultado da pesquisa Quaest, que deu empate técnico entre ambos.
Nos últimos dias, o grande assunto foi a mobilização petista na avenida Paulista, que assustou o país, pela destruição causada em bens públicos, pelo uso de drogas, pelo palavreado chulo e com frases de ódio. Isso ajudou ou prejudicou ainda mais Lula, perante o eleitorado menos esquerdista?
Um dos pontos decisivos desta reta final, será o grande debate na Band, neste domingo à noite. Lula foi enganado por Flávio antes mesmo do confronto. O candidato do PL avisou que não iria ao confronto na TV. Imediatamente, Lula avisou que iria, imaginando que seu concorrente estivesse correndo da batalha. Foi apenas um drible. Tão logo Lula confirmou, Flávio avisou que também vai. O atual Presidente, agora, não em mais como recuar.
Em Rondônia, o PT fez manifestação forte em Porto Velho, mas pouco mais do que isso. Já os membros do PL e seus aliados estão percorrendo o Estado, em carreatas, levando o governador eleito Marcos Rogério e vários eleitos no último dia 10, pedindo votos para Flávio Bolsonaro.
O atual senador Jaime Bagattoli é um dos líderes do movimento. Junto com Marcos Rogério, Lúcio Mosquini e outros nomes fortes da sigla, todos estão percorrendo várias cidades (nesta semana foram visitadas várias cidades do Cone Sul), mobilizando a população pelo 22.
Rondônia foi o único Estado brasileiro onde Flávio venceu em todos os seus municípios.
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