OPINIÃO DE PRIMEIRA- Relação parcial no estado já chega a mais de 340 candidatos para as 36 cadeiras em disputa

 OPINIÃO DE PRIMEIRA – SEXTA-FEIRA - 14.08.2026


 

RELAÇÃO PARCIAL NO ESTADO JÁ CHEGA A MAIS DE 340 CANDIDATOS PARA AS 36 CADEIRAS EM DISPUTA

 

          Este 2026 poderá quebrar todos os recordes em número de candidatos na eleição geral de outubro em Rondônia (que terá segundo turno ao governo, certamente!) embora, até esta quinta-feira, o TSE não tenha registrado todos os nomes. As relações definitivas podem ser entregues até a meia noite deste sábado. A partir do domingo, começam as análises pelo TRE e a campanha está autorizada para ir às ruas.

         Já existem mais de 340 candidatos, para as 36 vagas em disputa: um governador, um vice; dois senadores; oito deputados federais e 24 deputados estaduais. 

          Das seis candidaturas ao Governo, quatro haviam sido oficializadas na Justiça Eleitoral: Marcos Rogério, Adailton Fúria, Hildon Chaves e Expedito Netto. Pedro Abib, do MDB e Samuel Costa haviam tido seus nomes confirmados até a noite desta quinta-feira.

          Para o Senado, embora haja são 11 candidatos, também só sete haviam chegado ao TSE. Também sete primeiros suplentes e sete segundo suplentes. O Partido Missão, como curiosidade, terá três candidato ao Senado. O total de concorrentes às duas cadeiras subiu para dez.

           Para a Câmara Federal, o TSE, até a quinta-feira, já havia oficializado nada menos do que 102 postulantes, E ainda falta muitos registros. Mas, com os 102, se a eleição fosse hoje, seriam quase 13 candidatos por cada vaga.

                E para as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa? Também a relação parcial apresentava aos 208 nomes, mas esta sim é uma relação que deve crescer muito mais. Claro que este não será o número definitivo, mas se fosse, seriam menos de 9 candidatos por vaga. A tendência é que o número dê um salto, até o final de todos os registros.

           Mais do que tudo, é bom que se avise: esta é uma relação parcial. A partir das análises que começam agora, na Justiça Eleitoral, haverá certamente mudanças. Nomes certos podem ter suas candidaturas vetadas, por impugnação legal. Outros, que ainda não foram encaminhados, começarão a entrar no rol dos que disputarão.

          O fato  do MDB e nem o PSB terem oficializado seus candidatos ao Governo, deixa espaço para uma situação óbvia: está havendo negociações entre os partidos, que podem mudar parte ou até tudo, nas relações a todos os cargos eletivos.

              Há ainda a questão do MDB na relação dos candidatos, há ainda a questão judicializada por candidatos que ficaram fora da relação oficial à Câmara Federal e que ainda depende de decisão do TRE.

Por enquanto, são 340 candidatos. Mas pode-se esperar pelo menos outros entre 60 e 70 candidatos.

               Para acompanhar os registros oficiais, basta acessar o TSE. Ali estão todas as informações, atualizadas rodos os dias: https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/regiao/NORTE/20322002026.

 

 

 

PEDRO ABIB E SAMUEL COSTA DEPENDIAM DE DOCUMENTAÇÃO DOS SEUS VICES PARA REGISTRO NO TSE, MAS ESTÁ TUDO OK   

 

           Ainda sobre o mesmo tema: os dois candidatos ao Governo que ainda não haviam registrado seus nomes na disputa, via TSE, o fizeram ainda nesta quinta-feira. Nos dois casos, houve pequenos problemas com os candidatos a vice, Mauro Santos, do MDB de Pedro Abib e Sargento Machado, do PSB de Samuel Costa.

          No caso de Abib, está tudo definido. Mauro Santos, procurador em Ariquemes, será seu vice. Teve uma questão pendente na documentação com um homônimo, mas a situação já está corrigida. Abib, aliás, tem desmentido qualquer intenção de desistir da candidatura. Mesmo com a previsão de uma verba ínfima que irá receber para a campanha.
         

           O emedebista lembrou que, até agora, fez sua campanha sem apoio, praticamente sozinho (aliás, teve a criatividade de visitar todas as cidades rondonienses num motor home, acompanhado de sua família) e garante que continua firme em seus propósitos.

          No caso de Samuel Costa, o atraso no registro junto ao TRE e TSE se deu em função da demora do comando da Polícia Militar em expedir documento que autoriza o seu vice, Sargento Machado, a disputar o pleito de outubro.

           Em relação ao Senado, já estão lançados 12 nomes, mas apenas sete, até a noite da quinta-feira, haviam sido registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os outros cinco ou entraram na última hora (como os representantes do partido Missão) ou ainda correm atrás de documentos.

 

ACIR: “COMO EXPLICAR QUEM ENTRA NA POLÍTICA SEM UM CARRO PARA ANDAR E DEPOIS TÊM FAZENDA E AVIÃO?”

 

          É polêmico, mas infelizmente, real! O candidato ao Senado, Acir Gurgacz, grande empresário de Rondônia e ex-senador, concedeu uma entrevista dias atrás, registrando o que, ao se traduzir para o Português claro, o enriquecimento ilícito de muita gente do mundo da política.

           Acir afirmou que “nós temos aqui políticos que entraram para a política e não tinham um carro para andar. Hoje, são fazendeiros. Têm avião. Como se explica isso?”. Ele mesmo responde: “isso não tem explicação”.

               O ex-senador continuou: “e estas pessoas saem na rua, com a maior cara de pau, pedindo votos, dizendo que são isso e aquilo, super honestos. Mas, como é que explicam não sei quantas cabeças de gado, fazendas? Então, não tem como”.

               Mais adiante: “ninguém fica rico com o salário de parlamentar ou de Executivo, seja municipal, estadual ou federal. É impossível! Só desviando dinheiro mesmo”.

               A sinceridade do candidato do PDT/MDB ao Senado é rara no mundo da política. Mas, Acir alerta: caso ele esteja dando qualquer informação incorreta e isso for provado a ele, retirará o que disse.

              Obviamente, isso não ai acontecer! Haverá silêncio total, porque pelo menos algumas das suas declarações refletem a mais triste e lamentável verdade.

           Que não se estenda a crítica ao mundo generalizado da política. Sempre há exceções. Mas, no geral, Acir Gurgacz, homem rico graças a décadas de trabalho e dedicação dele e sua família, sabe muito bem o que está dizendo.

 

SÓ BOATARIA? CHEFE DA CASA CIVIL TERIA PERDIDO SEUS PODERES E FORÇA DECISÓRIA NO GOVERNO. ELE AINDA NÃO COMENTOU O ASSUNTO

          Aqui e ali ouve-se alguma coisa. Nunca oficial. A reta final do governo Marcos Rocha está envolta em boataria, muitas não desmentidas, mas também de questões que circulam nos meios políticos e que podem ter algum tom de verdade. Uma dessas histórias envolve a perda de poder de uma das figuras, até agora, entre as que mais detinham força e decisão dentro da atual administração.

          Trata-se do chefe da Casa Civil, Elias Rezende, que sucedeu Júnior Gonçalves, na crise de relacionamento que culminou com a saída do ex-secretário. Elias, inclusive, foi um dos líderes do movimento interno no governo para que Júnior fosse defenestrado. Assumiu o posto logo depois.

          A partir daí, algumas mudanças aconteceram. Rezende passou a ter audiências selecionadas. Muitos apoiadores e simpatizantes do Governo, inclusive na Assembleia Legislativa, foram sendo preteridos. Nos últimos dias, segundo o bem informado jornalista Nilton Salinas, que conhece bastante os meandros palacianos, pelas informações que recebe, divulgou vídeo nas redes sociais garantindo que o poder de Elias Rezende se esvaiu.

          O chefe da Casa Civil, que também é o presidente regional do PRP, partido que faz parte da Federação e da aliança que apoia o candidato Adailton Fúria, não se pronunciou. Faz ainda total silêncio, inclusive sobre comentários que são desairosos à sua atividade e em questões pessoais.

          Em tudo que se lê, ouve e assiste em vídeos, certamente há exageros. Mas há também uma base de verdade. Por isso, é vital que Elias se pronuncie.

          Até lá, ficarão as dúvidas.

 

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